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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Escravidão na Moda

O que é escravidão?

É a atitude que um ser humano tem de assumir direitos de propriedade sobre o outro, condição esta que é imposta por meio da força. Quem se encontra nesta condição é chamado de escravo.

Os escravos eram tratados como mercadoria. A variação de seu valor era diretamente proporcional às suas condições físicas. Quanto mais forte e novo, mais caro.


Mas isso é muito antigo, certo?

É da época do Período Colonial no Brasil. Isso é um atraso, foi um dos maiores absurdos cometidos pela humanidade, se comparando ao Holocausto praticado por Hitler e o nazismo, certo?

Não sei como uma sociedade tão globalizada, com Constituições e tantos direitos humanos ainda admite este tipo de prática.

Ah, temos a desculpa que não sabemos onde o produto foi confeccionado. Mas quando um produto é excessivamente barato, quem você acha que deixou de lucrar com isso?

Seria o empresário, proprietário da marca ou o empregado escravo?

Escravo, a meu ver, não é só aquele que sofre através da força o peso de ser tratado como uma mercadoria de outrem. Escravo é aquele que trabalha mais do que devia, que não recebe hora extra, que não consegue sobreviver nem manter as necessidades básicas de sua família com o que ganha.

Mas a Escravidão na Moda não existe, certo?

O mais recente escândalo relacionando Escravidão e Moda foi o da internacional Zara.

Em São Paulo, uma das oficinas subcontratadas da Zara tinha 15 funcionários-escravos.

Viviam em condições análogas a de um escravo e tinham seu direito de ir e vir cerceado, precisavam de autorização...

Trabalho Infantil, Condições degradantes, jornadas de até 16 horas diárias...

E no caso da Zara o produto não é barato. Então imagine quem está hiperlucrando com isso tudo.

O que mais revolta é saber que ainda tiveram ligações de clientes para uma das lojas Zara no intuito de saber se, após as denúncias, os produtos entrariam em liquidação. O que é isso?!

Imagens Elguialatino

Na era do marketing digital, as empresas não teriam a obrigação de prestar contas à sociedade sobre como seus produtos são fabricados?


Moda é sentir indignação diante disso tudo.

Moda é Cultura!

domingo, 11 de julho de 2010

Fast Fashion

O que é Fast Fashion?

Fast Fashion nada mais é do que sua tradução literal "Moda Rápida". É aquela tendência que acabou de ser lançada em um desfile de grande importância e que precisa estar nas araras dos "multiplicadores" de tendência o mais rápido possível.

Para que isso aconteça é necessário que um fornecedor esteja disposto e disponível a corresponder à demanda solicitada. E isso implica em uma mão-de-obra dispensável, mal paga e que trabalha por muitas horas, tornando a hora extra uma rotina comum.

Nas confecções acima citadas, pelo menos em grande parte delas, os trabalhadores são conhecidos pelo número da máquina em que trabalham, não pelo seu nome.

Esta é a realidade de países como a China, Índia, Paquistão, Camboja, entre outros.

Devido a grande competitividade em produzir a curto prazo, os trabalhadores fazem hora extra de forma excessiva, a grande maioria não possui contrato de trabalho, as jornadas diárias de trabalho são entre 10 e 16 horas e o pagamento chega a ser menos do que um salário mínimo.

Entendo que isso se configure uma Escravidão Legalizada. Pessoas que trabalham por até 16 horas por dia e não conseguem cobrir seu custo de vida não têm liberdade.

Isso não deve acontecer aqui no Brasil, certo?

Errado!

Recentemente, em São Paulo, Bolivianos viraram reféns da chamada Escravidão Moderna. Trabalham no cargo de costureiro, 14 horas por dia, por casa e comida e ainda têm seus passaportes apreendidos até que todas as despesas de viagem tenham sido pagas.




Nosso Estado Democrático de Direito está assim tão distante da China Comunista?

Sabe aquela peça de roupa que você comprou bem baratinho? Você sabe quais são as consequencias desse tipo de consumo? Será que as pessoas que fizeram parte do processo de produção conseguiram alimentar sua família à noite? E isso nos diz respeito?

Devemos priorizar a qualidade daquilo que compramos, não a quantidade. Assim, damos o valor correto às pessoas que trabalharam por trás da confecção daquilo que usamos.

O que podemos fazer a respeito?

Devemos evitar comprar roupas que vieram de fábricas exploradoras. Nós atingimos um estágio de globalização tão intenso que não há nada que não se encontre na Internet.

Boas compras!

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