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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Moda e Economia

Graças ao consumo, a moda é um fenômeno que participa da economia. 

Será que a Moda apenas participa da economia?

As imagens difundidas para a sociedade visam promover o consumo de produtos de grande importância social para a mesma, causando impactos no processo de relação das pessoas com as objetos consumidos.

Moda e consumo simbólico impactam na economia. A mídia traz as principais ferramentas de transformação de imagens de pessoas e bens em objetos de desejos. Assim, o desejo é movido pelas imagens, intensificando a relação imagem-consumo.


No mundo das imagens, não há propaganda melhor do que utilizar uma celebridade e associá-la a seu produto, pois todos desejam ser lindos, ricos e famosos como ela. 

A celebridade faz parte dos padrões da sociedade em que vivemos, se tornando figuras símbolo do consumo de moda que passarem a figurar. 

Atrair olhares e desejos intensos da sociedade que se deixa influenciar por tais imagens, tão passageiras. A sedução, o sonho.

Numa sociedade de consumo, em que aquilo que realmente importa é ter os últimos bens de consumo lançados no mercado, as pessoas sentem-se na necessidade de seguir as tendências, que são as propostas de consumo.

Atingir o consumidor e instigá-lo ao desejo de consumo de significações dele para como ele mesmo por meio das imagens e bens consumidos é a finalidade da Moda nos dias de hoje.

Os discursos devem ser construídos como ferramentas de instigação ao consumo. Sentir a busca constante de renovação, que seduz e proporciona a sociedade um processo de consumo interminável é o que a Moda e a Economia precisam.

Velocidade, excesso e desperdício são as palavrinhas mágicas do mundo capitalista globalizado. 

É uma sociedade doente. Doente por adquirir algo novo, que não necessita, e, ao consumi-lo, depois de um espaço curto de tempo, se faz imprescindível descartá-lo para que possa substituí-lo por algo mais novo, desperdiçando tempo e dinheiro. 

Consumo efêmero e fugaz. Hoje, a economia depende da Moda. 

A Moda não é mais supérflua nem futilidade, ela é responsável por movimentar nossa economia.

Estimular o consumo de uma sociedade ávida por consumir hoje e descartar amanhã o que já se tornou obsoleto.

Moda é ser responsável por fazer a economia girar! 

Moda é Cultura!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Moda Informal

Rua José Avelino no Centro da Cidade de Fortaleza.

Imagem do Jornal Diário do Nordeste

A Feira ocorre de domingos para segundas e de quartas para quintas e começa por volta de meia-noite. 

Está prestes a se tornar a maior feira ao ar livre de confecções do Estado e uma das maiores do Nordeste.

Lá, você encontra mercadorias comercializadas por trabalhadores informais, que não pagam vendedores, aluguel ou qualquer tipo de imposto. 

É conhecida como a Feira da Madrugada. 

O maior movimento ocorre de domingo para segunda e, alguns feirantes, para garantir seu espaço e renda, chegam no sábado. 

Ônibus com sacoleiros de São Paulo, Maranhão, Pernambuco e Bahia são ansiosamente aguardados. Até africanos de Cabo Verde compram na Feira. 

O lucro de alguns feirantes gira em torno de R$ 5 mil por mês. 

E por que estou tratando da Feira aqui no Blog? O que ela teria a ver com Moda?!

O fato de a mercadoria mais comercializada ser roupa. 

Não há segurança no local à noite, porém todos sabemos que a feira está lá e acontece. 

As autoridades afirmam que a feira é considerada clandestina por ser noturna. Isto é justificativa para não garantir o direito à proteção do cidadão? Então só quem se encontra dentro de estabelecimentos comerciais teria direito à segurança? Quem está nas ruas não?

A feira vai de encontro ao maior desejo da Previdência Social, a formalidade de todos os trabalhadores e é fato que existem vantagens e desvantagens na informalidade.

Com a informalidade, você não paga impostos, tendo um maior lucro atual. Porém, com o passar dos anos, você pode precisar se aposentar e, se não tiver pago seu INSS isso não será possível. 

É bem desleal a concorrência que as feiras informais trazem aos comerciantes formalizados. Eles acabam desistindo de cumprir a lei por perderem vendas para a informalidade e procuram também pela informalidade com a finalidade de sobreviver.

A Feira também é responsável por causar bagunça e sujeira. E ninguém gosta disso. Principalmente, os formalizados que atuam na área. Nem o horário é cumprido, pois a Feira deveria fechar às 7h da manhã, o que não acontece.

Além disso, a pirataria e a falsificação também rondam os caminhos da Feira.

O tema é bem complexo. Todos precisam sobreviver. 

A Moda está em todo lugar, seja ela formal ou informal, e é responsável pelo aquecimento da nossa economia. 

O incentivo à informalidade não estaria prejudicando nosso crescimento?

Se grandes magazines como a Zara está envolvida com mão-de-obra escrava seria a informalidade da Moda nas Feiras algo tão ruim assim?

Onde vamos parar?

Moda é Cultura!
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